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As 10 principais dúvidas sobre absorvente interno

Apesar de ser tão seguro e eficaz quanto o absorvente externo, o tampão vaginal ainda é muito pouco utilizado no Brasil. Devido à falta de informação, é comum que mulheres tenham dúvidas básicas sobre o assunto, como: o absorvente interno machuca? Tira a virgindade? Causa infecção? Alarga o canal vaginal?

Pedimos ajuda a especialistas para esclarecer as questões que sempre deixam as mulheres receosas na hora de usar o produto


Há pouco tempo, uma adolescente inglesa de 13 anos faleceu após ter desenvolvido a Síndrome do Choque Tóxico, infecção bacteriana rara, causada pelo mau uso de um absorvente interno. Com a repercussão do caso, muitas mulheres ficaram apreensivas ao utilizá-lo. Por isso fomos atrás de especialistas, que garantem: o produto é seguro se usado do jeito certo, além de ser um ótimo aliado em situações em que o absorvente externo se torna inconveniente. Qual a forma correta de colocar? E o receio da cordinha desaparecer. Além disso ainda que não sabemos se o absorvente consegue aguentar o fluxo menstrual. Acreditamos que o absorvente pode ajudar em muitas ocasiões, como na praia, mas como ainda existem dúvidas procuramos um médico para receber uma orientação melhor.



1. A partir de que idade está liberado o uso de absorvente interno?

Pode ser utilizado a partir da primeira menstruação, mas é sempre recomendado receber orientação médica previamente. De acordo com a ginecologista Patrícia Arie, da Clínica Vivitá (SP), é necessário fazer uma visita ao seu ginecologista antes de recorrer ao produto, principalmente mulheres que ainda não mantiveram a primeira relação sexual.

2. Qual a maneira correta de colocar o absorvente interno?

Primeiramente, é necessário higienizar as mãos, de preferência com água e sabão. A mulher deve estar em uma posição confortável, agachada ou até em pé mesmo. O absorvente deve ser inserido até que o dedo entre no canal vaginal. Nesse momento, continue empurrando devagar para uma posição mais alta, até que não sinta o produto. “Depois, a mulher deve andar e verificar se está se sentindo confortável”, observa a ginecologista Alessandra. A médica acrescenta ainda que, se a mulher preferir, pode tentar introduzi-lo com a ajuda do aplicador – muitas vezes ele vem junto com o produto –, que é um tubo plástico que ajuda a empurrar o absorvente.



Para introduzir o absorvente interno, segure-o com os dedos polegar e médio e, com o indicador, empurre-o para dentro

3. O absorvente interno é higiênico? Sim. É um produto até mais higiênico do que o absorvente externo, pois o interno não oferece tanto contato do sangue com a vulva, diminuindo o odor da menstruação. 4. Há alguma contraindicação? Não há contraindicação, mas é ideal evitar utilizar o absorvente em casos em que a mulher tenha alguma infecção ou alergia na região genital. De acordo com a doutora Patrícia, até mulheres que ainda não mantiveram relação sexual podem utilizá-lo sem problemas, mas é sempre recomendável conversar antes com um especialista.


5. Como saber o tamanho ideal? Se for a primeira vez, o indicado é iniciar com absorventes menores, até se adaptar para colocar o produto. Entretanto, o tamanho indicado vai variar conforme o fluxo menstrual. “A vagina é um órgão elástico e se adapta com diferentes tamanhos. Além disso, mulheres que têm mais sangramento menstrual também necessitam de absorventes maiores, mas usar um tamanho maior do que o necessário pode ressecar o órgão e até provocar uma lesão”, observa Alessandra. O produto costuma ser encontrado nos tamanhos míni, normal e grande. 6. Qual o intervalo de tempo ideal para troca? É higiênico que a mulher troque o absorvente, em média, a cada 4 horas, dependendo do fluxo. Doutora Alessandra acrescenta que na bula do produto a indicação de uso é no máximo 8 horas, mas como a utilização depende do fluxo de cada mulher, é necessário fazer essa troca com menos tempo. Assim corre-se menos risco do local ficar propenso a bactérias e fungos. 7. Posso dormir com o produto? “Uma mulher pode dormir com um absorvente por até 8 horas, dependendo do fluxo, mas o recomendável é ficar 4 horas”, diz a Doutora Alessandra do Hospital Albert Einstein (SP). Ou seja, não há risco utilizá-lo durante o sono, desde que você não abuse do tempo. Se não quiser interromper o sono, a melhor opção é adotar um absorvente externo. 8. Absorvente interno dá alergia ou infecção? O risco de alergia ou qualquer tipo de infecção é muito baixo, mas não é descartado, de acordo com a ginecologista Alessandra Rubino. Por isso, deve se respeitar o tempo de uso do absorvente, a fim de não causar problemas. Essa orientação deve ser seguida para evitar que a mulher adquira bactérias na área íntima e até ter doença mais grave, como a Síndrome do Choque Tóxico (SCT). Segundo a médica, a doença é rara mas, muitas vezes, fatal. Ela é provocada pela bactéria Staphylococcus aureus, e ocorre devido ao uso prolongado do absorvente interno. Os sintomas são: vômito, diarreia, desmaio, tontura e febre alta. Caso identifique um desses sintomas, a mulher deve procurar o médico com urgência.



9. Absorvente interno vaza? Só há possibilidade de vazar se o absorvente não for um tamanho adequado e se permanecer no corpo por mais de 4 horas. Mas o risco é bem menor do que o absorvente externo. Para a mulher se sentir segura, é indicado trocá-lo com frequência, até ela descobrir o tamanho ideal para seu fluxo menstrual. 10. O que acontece se a cordinha arrebentar ou sumir? Segundo as especialistas, não há risco da cordinha arrebentar, mas pode acontecer dela entrar no canal vaginal. O recomendado é tentar “puxar” o fio com os dois dedos, como se fosse uma pinça. Caso não consiga, a mulher deve procurar imediatamente um médico para não causar nenhuma infecção. Para evitar tal situação, é aconselhável deixar a cordinha visível. Assim é mais fácil a retirada e quase impossível esquecer o absorvente.

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