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ALERGIA A ESPERMA. FICÇÃO OU REALIDADE? SAIBA SOBRE ESSA HIPERSENSIBILIDADE.

Atualizado: 14 de jul. de 2023


Quem pensa que alergia a esperma é mito ou mera piada de mau gosto, engana-se redondamente. "Apesar de pouco frequente, Infelizmente ela existe" comenta o dermatologista e alergista dr. Ygor Cerqueira. "Coceira, justamente na hora do sexo, ainda que soe exótico a princípio, para os alérgicos não é nada engraçado".

Ele pesquisa o problema e trata pacientes na Universidade Técnica de Munique. Embora, todas as pessoas testadas fossem mulheres, homens também desenvolvem alergia a sêmen. O contato do plasma seminal com a pele provoca inflamação, vermelhidão, urticária e erupções cutâneas por todo o corpo, podendo até evoluir para diarreia e vômito.

Há risco de vida se as vias respiratórias se inflamam, impedindo o fluxo de ar. O sistema cardiovascular reage, resultando em dispneia e desmaio, e os casos mais extremos podem redundar até mesmo num choque anafilático fatal. O doutor Ygor explica que, no fundo trata-se de sintomas relativamente típicos de alergia. Mas é importante as pessoas estarem cientes da existência do problema.

Alergia ao sêmen é devido as proteínas encontradas no sêmen do homem. Oficialmente chamado de hipersensibilidade ao plasma seminal, tende a afetar principalmente as mulheres. E pode ocorrer a qualquer momento: algumas pessoas têm uma reação alérgica ao sêmen do parceiro na primeira vez que fazem sexo, mas também pode acontecer de repente com um parceiro de longa data. As alergias ao esperma também podem aparecer após um período sem sexo , como após o parto.

MUDAR DE PARCEIRO NÃO ADIANTA Os pacientes não reagem ao esperma em si, mas ao líquido que contém os espermatozoides, o assim chamado plasma seminal. Em princípio, seu sistema imunológico se comporta como no caso da febre do feno: ele detecta como patógeno uma substância na verdade inofensiva, desencadeando uma violenta hiper-reação. No caso da alergia ao esperma, durante muito tempo o agente desencadeador permaneceu não identificado. Só alguns anos atrás dr. Yago e sua equipe identificaram a proteína responsável: o antígeno prostático específico - PSA - produzido pela próstata. Como o PSA está presente no esperma de todo homem, trocar de parceiro sexual não é a solução: "A alergia não é específica de determinados indivíduos."

CONCEITOS IMPRECISOS, MASonceito impreciso, mas problema é contornável O alergista e andrologista dr. João Pedro integrante da equipe clínica da Universidade que pesquisa ás correlações entre a alergia ao esperma e outros tipos de hipersensibilidade, por exemplo, alimentar. "Cerca de metade dos casos também envolve outras alergias", explica. Ele deduz que existe um grande número de casos não registrados, pois muitas pessoas acham constrangedor sequer mencionar o problema. Ainda assim, "desde 2005 os registros se acumulam", e há dados indicando que só nos Estados Unidos haveria entre 20 mil e 40 mil portadores da alergia ao esperma, acrescenta dr. Pedro.

Do que é feito o que é Esperma O sêmen é um fluído orgânico produzido pelos machos de várias espécies animais, inclusive os seres humanos, que contém espermatozoides e outras secreções. Este fluído transporta entre 60 e 300 milhões de espermatozoides (segundo a duração da abstinência prévia). Para fertilizar o óvulo é necessário que o esperma contenha mais de 20 milhões de espermas por ml.

A primeira parte da ejaculação é a secreção das glândulas de Cowper e Littré, pouco abundante e rica em muco proteínas. A segunda parte contém a secreção prostática (13% a 33% do volume total). A terceira parte é a secreção do conducto deferente, epidídimo e tubos seminais, nos quais viajam a maior parte dos espermatozóides. A quarta e última parte é a secreção das vesículas seminais (46% a 80% do volume), riquíssima em nutrientes para os espermatozoides. O sêmen pode ser infértil por conter espermatozoides em quantidade insuficiente para fertilização do óvulo, por possuir excessiva proporção de formas aberrantes ou por mobilidade abaixo do normal. As anomalias da função testicular podem ser decorrentes a alteração hormonal, enfermidades do próprio testículo, varicela, insuficiência crônica hepática ou renal, doenças neurológicas, ou, ainda, falhas no transporte de espermas que podem ocorrer devido a obstruções congênitas ou adquiridas).


Sintomas de alergia ao sêmen

As mulheres com alergia ao esperma normalmente começam a apresentar sintomas dentro de 05 a 30 minutos após serem expostas ao sêmen do parceiro.

Os sinais de alergia ao sêmen podem incluir:

  • Vermelhidão, ardor, comichão ou inchaço em qualquer parte do corpo ou pele que tenha entrado em contacto com o sémen

  • Urticária em todo o corpo, incluindo partes da pele que não entraram em contato com o sêmen

  • Problemas respiratórios

  • Anafilaxia (uma reação com risco de vida marcada por inchaço, náusea, vômito, dificuldade para respirar e, em casos graves, choque)

Os sintomas de alergia ao esperma podem desaparecer em algumas horas, embora às vezes permaneçam por alguns dias.

O problema às vezes pode ser confundido com vaginite, infecção por fungos ou infecção sexualmente transmissível (IST). Mas muitas vezes há uma maneira confiável de dizer a diferença: se seus sintomas surgirem logo após fazer sexo sem preservativo, uma alergia ao esperma pode ser a culpada.



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